quarta-feira, 23 de agosto de 2017

POLÍCIA PRENDE ACUSADOS DE MATAR EMPRESÁRIA EM PARAGOMINAS

Polícia prende acusados de matar empresária em Paragominas (Foto: Mário Quadros)
Tiago Rocha, Gleisson Monteiro e Maurício Santos chegaram ontem a Belém, trazidos de Paragominas, no sudeste paraense (Foto: Mário Quadros)
Equipes da Polícia Civil do Pará efetuaram, no domingo (20), a prisão de três homens por envolvimento na morte da empresária Maria Augusta da Silva, 62 anos, ocorrida no último dia 5 no município de Paragominas, sudeste paraense. Tiago Santos da Rocha, identificado como o atirador, Gleisson dos Santos Monteiro, piloto da motocicleta e o ex-cabo da PM Maurício da Luz Ramos, apontado como intermediário e um dos mandantes do crime, foram trazidos de Paragominas e apresentados em Belém no final da tarde de ontem.
Suspeito de ser o mandante principal do crime, Charles Sargento de Lira está foragido. Após 35 dias de investigação, foi apresentado o resultado do inquérito da Polícia Civil que apurou as circunstâncias e autoria da tentativa de assassinato que cerca de 20 dias depois resultou na morte da empresária. Ela levou 5 tiros, no dia 15 de julho último. 
Participaram da coletiva de imprensa o delegado geral de Polícia Civil, Rilmar Firmino, delegados Gabriel Batista, diretor do Núcleo de Apoio à Investigação da Polícia Civil (NAI) de Castanhal, Cristiano Nascimento, superintendente Regional da Polícia Civil de Paragominas, Fernando Rocha, diretor do Núcleo de Investigação da Polícia Civil, e João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia Civil do Interior. 
INTERMEDIÁRIO
O ex-cabo da PM Maurício da Luz Ramos, suspeito de ser intermediário e um dos mandantes do crime, foi preso em Paragominas pela equipe do delegado Cristiano Nascimento. Já Tiago Santos da Rocha e Gleisson Monteiro foram capturados no município de Aparecida de Goiânia, no Estado de Goiás, pela equipe do delegado Gabriel Batista. 
O delegado Cristiano Nascimento explicou que o crime foi motivado por uma disputa criada pelo principal mandante, Charles. Segundo o policial civil, ele planejava atuar na cidade com a reciclagem de resíduos sólidos, já que era proprietário de uma empresa na área. 
Contudo, encontrou na empresária Maria Augusta da Silva, 62 anos, um empecilho, uma vez que ela também atuava como servidora municipal em Paragominas do setor de licitação e era responsável por uma empresa, registrada no nome de seu filho, que possuía contrato com a prefeitura para prestação de serviços como limpeza da cidade, arborização e reciclagem de resíduos sólidos. 
“Charles formou um consórcio com Maurício para tirar a empresária de rota e colocar o plano em prática. Maurício, por sua vez, contratou o atirador e o piloto da moto para executar o crime”, sintetizou o delegado Cristiano, ao acrescentar que Maurício confessou que ofereceu R$ 40 mil aos executores do crime.
Contudo, no ato da prisão, a dupla informou à equipe do delegado Gabriel que não chegou receber a quantia. De acordo com a polícia, com exceção do ex-cabo Maurício, que foi expulso da Polícia Militar e é ex-vereador de Paragominas, os demais envolvidos não possuem antecedentes criminais.
Após o crime, dupla fugiu para Marabá, afirma delegado
O delegado Gabriel Batista ressaltou que, após executar a tentativa de homicídio, Tiago e Gleisson fugiram para a região de Marabá e, posteriormente, foram para Aparecida de Goiânia, em Goiás, onde estavam atuando na construção civil e foram presos. Mas a dupla confessou que a intenção era seguir de lá para o Estado de Mato Grosso. A arma do crime não foi encontrada, já que os autores alegaram ter arremessado o objeto em um rio. Para o delegado, a confissão deles convergiu com as provas técnicas e testemunhais colhidas pela polícia. 
“Pelo o que apuramos, eles não fugiram por medo da polícia, mas por medo de queima de arquivo. Eles relataram que Maurício sempre os procurava e eles davam endereços diferentes e não receberam o valor prometido”, resume. A Polícia Civil dará prosseguimento às investigações com o objetivo de encontrar o quarto envolvido no crime, Charles Sargento. “Os três estão presos, à disposição da Justiça e devem responder por homicídio qualificado”, reforça o delegado Cristiano, que ao lado do delegado Gabriel, segue à frente das investigações. “A família da vítima ficou surpresa porque Charles e dona Maria se conheciam, tinham fotos juntos em comemorações”, acrescentou o delegado. Já o delegado geral da PC, Rilmar Firmino, informou que também será investigado o fato de a vítima, a empresária Maria Augusta ser ao mesmo tempo servidora da área de licitação da Prefeitura de Paragominas e responsável pela empresa, no nome do filho, que presta o serviço de limpeza, arborização e reciclagem no município.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)

A vítima foi baleada por um homem de carona em uma moto, em 15 de julho deste ano, por volta de 19h30, após sair de um supermercado, na sede do município paraense.
Ela ficou internada no Hospital Regional do município até falecer no último dia 5.
(DOL)
 
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