quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CORREGEDORIA DA PM INVESTIGA ASSASSINATO DE CABO E ATENTADO CONTRA POLICIAL

Corregedoria da PM investiga assassinato de cabo e atentado contra policial (Foto: Mario Quadros)
O carro do Cabo Leno ficou com os vidros quebrados após o tiroteio (Foto: Mario Quadros)
A Polícia Militar informou ao DOL nesta quinta-feira (03) que o assassinato de um policial militar e a tentativa de assassinato de outro estão sendo apurados pela Corregedoria do órgão e que não poderia adiantar detalhes das investigações para "não atrapalhar o serviço dos agentes de segurança".
Segundo a Polícia Civil, até o momento, nenhum suspeito dos crimes foi preso ou identificado. 
O cabo Gelásio Estumano Marques Júnior, do Batalhão de Polícia Penitenciária, foi executado a tiros, na última terça-feira (1º), quando seguia de motocicleta para um sítio que tinha no fim da Estrada do Aurá. Além de roubarem a arma do policial, os criminosos o balearam 8 vezes – 7 delas atingiram a cabeça.
A PM não respondeu se a Corregedoria tomou alguma providência depois que o cabo Gelásio registrou ocorrência na qual relatava que estava sofrendo ameaças de morte.
Já o cabo Heleno Arnould, conhecido como Cabo Leno, segue internado em estado estável, informou a Polícia Militar. Ele foi baleado na última terça-feira (01), após de estacionar a sua motocicleta em frente a uma oficina mecânica na travessa Timbó, próximo à Antônio Everdosa, no bairro do Pedreira. Ele foi surpreendido por dois suspeitos que se aproximaram num carro, modelo Fiat Palio, cor vermelha.
Um dos suspeitos – que aparentava ser adolescente – desceu do carro e efetuou vários disparos contra o policial, que reagiu e trocou tiros com os criminosos.  Leno foi atingido na perna direita. Ferido, foi levado para um hospital.A PM informou que seguem as diligências em busca dos suspeitos, mas não esclareceu se o carro usado pelos criminosos já está em sua posse e se irá passar por perícia.
22 PMs mortos em 7 meses
A violência contra policiais militares parece mesmo não ter fim no Pará. Entre o dia 1 de janeiro deste ano e a tarde de terça-feira, 25 deles tiveram morte violenta. Do total, 22 foram assassinados, sendo 3 bombeiros. Ano passado foram 25 os mortos.

Mas os números chocantes não param por aí. Com o baleamento do também cabo PM Heleno Arnould, já são 15 os PMs feridos a tiros este ano. Se os ataques não poupam sequer os servidores pagos com nossos impostos para garantir nossa segurança, imagine então o cidadão comum.
(DOL)
 
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