domingo, 16 de julho de 2017

RISCOS DE CÂNCER DE PELE AUMENTAM COM O CALOR DE BELÉM

Riscos de câncer de pele aumentam com o calor de Belém (Foto: Mauro Ângelo)

A temperatura média de Belém, durante o ano, é de 26º C. Em julho, o calor fica mais intenso, com a máxima podendo chegar a 32º C. Por isso, a região é propícia para a ocorrência de problemas de saúde ocasionados pela extensa exposição a raios solares. Entre eles, está o câncer de pele, considerado por especialistas o tipo de câncer mais comum no País. Esse tipo de câncer é causado pela radiação solar, que faz com que células da pele se multipliquem de forma errada, o que pode gerar uma série de outros problemas. 
Segundo a médica cirurgiã oncologista Ana Paula Borges, há dois tipos principais de câncer de pele: o melonoma, que é mais raro, porém mais grave; e os não-melonoma, mais comuns e menos letais. “A incidência do melonoma é pequena, de apenas 3% no Brasil, sendo ainda menor no Pará. Mas ele é muito grave, devido sua alta possibilidade de metástase, e pode levar a morte”, continua a cirurgiã. 
Ela explica que a incidência em pessoas mais brancas é maior, visto que a melanina acaba protegendo peles mais escuras. Além disso, existe uma predisposição genética. “Se já houve casos de melonoma em familiares anteriormente, é preciso ficar mais atento”, ela alerta.
Já os cânceres não melanoma são principalmente os carcinoma basocelular ou espinocelular. Não são considerados letais, mas podem causar lesões e deformidades na pele, sobretudo nos braços e rostos, que são regiões mais comumente atingidas. Pessoas que possuem queimaduras externas e outros tipos de feridas crônicas devem tomar ainda mais cuidados, pois estão mais vulneráveis a desenvolver o problema.
PROTEJA-SE
Como formas de proteção, a médica indica a utilização de coberturas, como chapéus e sombrinhas, além de óculos de sol e muito protetor solar. “Protetores de fator acima de 50 são os melhores para protegerem contra esse tipo de radiação. Principalmente no sol alto das 10h até as 15h”, orienta. Além disso, a médica chama a atenção para o cuidado com as crianças, que deve ser ainda maior. “É uma fase em que elas acumulam muita radiação”, explica. A médica garante ainda que o diagnóstico precoce é o melhor curso de ação para curar o câncer. “As chances são de 90% de cura se for tratado ainda no início”, assegura.
Mesmo sob o sol, muitos Belenenses não procuram se proteger
Nas ruas, o DIÁRIO ouviu belenenses para saber se eles costumam se proteger. A estudante Luciane Souza, 14 anos, diz que tem sempre cuidado com o sol. “Passo protetor quase sempre e uso óculos escuro pra sair quando tá quente e chapéu também”. 
Já a técnica em logística Rafaela Souza, 27, diz que é meio desligada. “Confesso que não tomo muito cuidado não. Mas uso óculos pra proteger a vista e costuma andar de sombrinha. Hoje até esqueci de trazer o protetor pra ir pra Mosqueiro, vou ter que comprar lá.”
O promotor de vendas Jonathan Brasil, 25, diz que mudou de hábito após ter problemas na pele. “Eu não costumava me cuidar. Mas tive um problema que deixou minha pele descascando, foi quando comecei a ter mais atenção”, lembra. “Hoje uso protetor, ando de óculos. Quando vou a praia, fico sempre numa parte mais coberta.”
Cuidado com o sol
- Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
- Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
- Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV
ultrapassam o material.
- Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão.
- Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
- Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
- Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
- Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
(Arthur Medeiros/Diário do Pará)

 
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