domingo, 16 de julho de 2017

PROJETO SOCIAL DE TATUADOR RESTAURA A AUTOESTIMA

Desde 2015 usa a arte de tatuar para cobrir cicatrizes. O tatuador paulista Carlos Galina, 31, criou o projeto 'Marcas da Vida' que já tem mais de 30 pessoas tatuadas.
Entre talhos de facas, cicatrizes e queimaduras, Galina atende pessoas que não têm condições financeiras para cobrir as marcas que resultaram de acidentes, casos de violência ou operações.
"A pessoa entra no estúdio de um jeito, faz a tattoo e sai de outro. Tem gente que chora, já fala que quer comprar roupa nova, usar roupa curta que mostre mais o corpo", destacou.
As tatuagens que cobrem cicatrizes custam em média R$1000 e a complexidade vai além da escolha do desenho, por isso o tatuador estudou sobre o tipo de pele, local e dimensão da fratura para realizar o procedimento. "Eu troquei várias ideias com uma dermatologista que me dá todo o suporte para entender os tipos de cicatrizes, o que fazer e não fazer, como usar uma agulha mais recuada ou uma agulha mais para frente", explicou ele. "Uma pele com cicatriz atrófica, por exemplo, é bem fininha, então não é bom utilizar uma pigmentação mais forte."
 
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