quarta-feira, 26 de julho de 2017

MORTO A TIROS DENTRO DE VILA NO BAIRRO DO JURUNAS

Morto a tiros dentro de vila no bairro do Jurunas (Foto: Mário Quadros/Diário do Pará)
A atmosfera que se formou na área foi bastante diferente das que se costuma observar em locais de crimes resultantes de assassinatos. Dessa vez, foi praticamente nulo o número de curiosos que tentaram observar o trabalho da perícia criminal realizada na Vila Nazaré, localizada na Rua dos Tamoios, no bairro do Jurunas, em Belém. Ali um homem aparentando ter entre 25 a 30 anos foi morto com um tiro no pescoço, no início da tarde de ontem, por volta de 13h30. Os rastros de manchas de sangue podiam ser vistos por vários metros na vila, mas ninguém – absolutamente ninguém – prestou qualquer declaração sobre o que viu ou ouviu em relação ao homicídio.

Policiais da Divisão de Homicídios, que estiveram no local do crime, enfrentaram dificuldades para levantar o máximo de informações possíveis que pudessem ajudar nas investigações. Policiais militares - os primeiros que chegaram, isolaram a área. Até o fechamento dessa edição a vítima ainda estava com a identidade ignorada, ou seja, não tinha sido identificada. Ninguém soube ou quis informar o nome do homem assassinado. Muito menos um possível apelido.

A vítima não morava na Vila Nazaré, mas costumava transitar pelo local, conforme policiais militares apuraram. O que o tenente Silva Neto, do 20º Batalhão de Policiamento Militar, ainda tentava confirmar era se os suspeitos (ou suspeito) que atiraram na vítima estavam a pé ou em algum veículo como motocicleta e carro, mas ninguém informava sobre isso.

“Algumas manchas de sangue foram lavadas logo nos primeiros metros de entrada da vila”, frisou o oficial PM. “A gente quer saber se a vítima foi perseguida já que tem um caminho de sangue ou qualquer outra informação que indique a dinâmica do crime”, desfechou Neto.

CENA ALTERADA

Os peritos criminais destacaram que o local do crime foi alterado. A começar pela forma como o cadáver estava deitado no chão. As características, num primeiro momento, não indicavam que o caso se trata de uma execução sumária – uma vez que foi apenas um tiro disparado contra a vítima. A bala atingiu o pescoço e a clavícula.

Não foi possível verificar qual o tipo de arma usada no crime. O projétil ficou no corpo da vítima. Somente a necropsia poderá identificar qual o calibre ou tipo de arma de fogo foi usada. Nenhum outro estojo foi encontrado ao redor do cadáver ou na área percorrida pela perícia.

Foram recolhidos um isqueiro, uma chave-mestra, uma faca de cortar pão, moedas e um cachimbo usado para fumar entorpecentes. Estes objetos seriam da vítima. A disposição em que estavam arrumadas próximo ao corpo indicava que o corpo foi mexido.

A perícia não confirmou porque ainda precisa estudar melhor as evidências levantadas no local para chegar a conclusão do laudo, mas existe indícios muito fortes de que a vítima não caiu no final da vila, onde o corpo foi encontrado, e sim teve o corpo carregado até aquele ponto.

Mesmo depois da remoção do cadáver para o Instituto Médico Legal, a “lei do silêncio” ainda prevaleceu na Vila Nazaré.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)
 
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