quinta-feira, 13 de julho de 2017

GOVERNO DO ESTADO ADMITE QUE HOUVE CHACINA EM PAU D'ARCO

Governo do Estado admite que houve chacina em Pau D'Arco (Foto: Edinaldo Souza)
"Juntando os três laudos - local do crime, cadavérico e balística - não tenho dúvida de que houve execução”, admitiu o delegado geral da Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino, em coletiva na tarde desta quarta-feira (12).
Com esta declaração, pela primeira vez, o Governo do Estado admitiu que houve chacina na fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’ Arco, no sudeste paraense, no dia 24 de maio, onde 10 trabalhadores rurais foram mortos por policias militares e civis. 
O depoimento do delegado geral ocorreu após a divulgação do resultado dos laudos, que comprovam que pelo menos cinco vítimas foram mortas com tiros da mesma pistola ponto 40 (de uso exclusivo das Forças Armadas). 
Segup admite "fortíssimos indícios" de execução
O resultado da perícia foi apresentado pelo diretor-geral do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), Orlando Salgado, que também afirma que ao menos duas pessoas foram mortas com tiros disparados por uma arma cautelada para a Polícia Civil. 
Com as informações fornecidas pelo CPCRC, o então reticente titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), Jeannot Jansen, também admitiu que há “fortíssimos indícios de que houve execução”.
LAUDO BALÍSTICO
O laudo balístico entregue à Polícia Civil foi realizado pelo Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves. Foram realizados exames de identificação de cada uma das 53 armas apreendidas, além de exames de mecanismos de tiro e laudo de microcomparação balística. Somente deste último tipo de análise – que identifica se os projéteis partiram de determinada arma – foram realizados 2.945 exames. 
Os peritos conseguiram identificar que 5 pessoas foram mortas por uma única arma, que não se encontra entre as 53 apreendidas. O que se sabe é que a arma é de calibre .40, tipo que é de uso exclusivo das Polícias Civil e Militar. “Se essa arma aparecer, será periciada e poderemos confirmar se ela é a que disparou esses cinco projéteis”, explicou o diretor-geral do CPC Orlando Salgado.
Policias envolvidos estão presos
O resultado foi divulgado dois dias após a prisão de 13 dos 29 policiais envolvidos na chacina, na última segunda-feira (10), solicitada pelo promotor de Justiça Alfredo Amorim, um dos quatro promotores que conduzem a investigação sobre o caso, pelo Ministério Público do Estado.
Os policias estão custodiados em quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), em Belém.

Saiba mais sobre o caso na edição desta quinta-feira (13) no DIÁRIO DO PARÁ.
(DOL com informações de Cintia Magno/Diário do Pará)
 
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