quarta-feira, 28 de junho de 2017

OITO VEREADORES SÃO PRESOS NO CEARÁ EM OPERAÇÃO

Oito vereadores são presos no Ceará em operação (Foto: Reprodução)
Cidade de Itarema, localizada no norte do Ceará (Foto: Reprodução)
Uma grande operação realizada pelo Ministério do Público do Ceará prendeu 8 dos 13 vereadores da cidade de Itarema, no norte do Estado, nesta quarta-feira (28), por suspeitas de que metade dos funcionários da Câmara Municipal são trabalhadores “fantasmas”.
Os outro cinco vereadores que não foram detidos estão sendo investigados e as residências deles, como as dos demais, foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Chamada de “Operação Fantasma”, a ação do MP identificou que 20 dos 39 funcionários da Câmara Municipal da cidade não trabalham no local. O esquema, segundo o Ministério Público, existe desde 2006.
Em abril, o prédio da Câmara já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão na primeira fase da operação que investiga os crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e peculato no legislativo de Itarema.
Na segunda fase da operação, nesta quarta-feira, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, 32 de condução coercitiva e 9 de prisão preventiva.
VEREADORES DETIDOS
Foram detidos os vereadores João Vildes da Silveira (PDT), Magno César Gomes Vasconcelos (PDT), Leandro Oliveira Couto (Nando Couto, do PDT), José Ubideci dos Santos Santana (Zezinho, do PRB), João Gomes da Costa (PDT), Daniela Souza de Matos (PRB), Roberto Diniz Costa (Robertinho do Pixica, do PP) e José Everardo Marques Alves (Dadá, do PSD).
João Vildes é presidente da Câmara Municipal, e Magno César é vice-presidente do legislativo da cidade.
REPASSE DOS SALÁRIOS
Segundo investigação do Ministério Público, 20 pessoas contratadas pela Câmara Municipal recebiam salários sem comparecer ao prédio do legislativo municipal.
Alguns desses participantes do esquema ainda eram obrigados a repassar parte dos vencimentos aos vereadores, enquanto outros prestavam serviços sem nenhum vínculo formal com a Câmara, geralmente para mascarar a existência de nepotismo.
Há indícios também que os parentes dos vereadores atuavam na Câmara e recebiam o salário a partir do uso de "laranjas”.
A diretora de Recursos Humanos da Câmara dos Vereadores, Maria José Carneiro Rios, também foi detida. Jorge Cleuto (PT), vereador de Amontada, cidade vizinha, também está sendo investigado por relação com o esquema.
(Com informações do UOL)
 
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