sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

GUARDAS MUNICIPAIS E SERVIDORES DA SAÚDE PARALISAM

Guardas municipais e servidores da saúde paralisam (Foto: Fernando Araújo) 

Reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho, a Associação dos Guardas Municipais de Belém (Agembe) e o Sindicato dos Guardas Municipais de Belém (Sigbem) realizarão um ato de paralisação a partir das 8h de hoje (10), em frente à sede da Guarda Municipal de Belém, na avenida Pedro Álvares Cabral. A organização espera que cerca de 500 guardas participem da mobilização.
Presidente da Agembe, Evaldo Furtado aponta que entre as principais reivindicações da categoria está a reposição salarial que não acontece desde 2015.
“Todo ano, o nosso salário deveria ser reajustado, mas isso não tem sido feito pelo prefeito”, denuncia. “Essa situação causa uma defasagem muito grande aos nossos salários porque o nosso poder de compra
diminui muito”.
Outra situação são as péssimas condições de trabalho. De acordo com Evaldo, a Guarda hoje tem carência de rádios de comunicação, viaturas e, inclusive, de armamento.
“Os nossos armamentos não estão adequados à realidade. Temos armas que foram adquiridas há 25 anos, quando a Guarda foi criada, então já estão defasados”. Segundo o presidente da associação, a Guarda Municipal de Belém está “totalmente desestruturada por falta de investimentos”.
Antes que decidissem, em assembleia realizada no dia 2 de fevereiro, por organizar o ato de paralisação, a categoria teria tentado uma saída negociada, por diversas vezes, em reuniões com a presença do Comando da Guarda, do Ministério Público Estadual e do próprio prefeito
Zenaldo Coutinho. 

CRISE
 Em nenhum dos encontros, segundo Evaldo, a categoria obteve uma resposta satisfatória. “A resposta é sempre a crise econômica. Mas somos nós que estamos nos arriscando para garantir a segurança da população, então deveríamos ter um salário digno e equipamentos até para dar uma resposta a essa criminalidade.”
Servidores da Saúde também farão protesto nesta sexta

Servidores municipais de saúde entram em estado de greve a partir de hoje (10). E ainda vão realizar um ato contra as péssimas condições de trabalho, a partir das 9h, em frente à Unidade de Saúde da Marambaia. A categoria, inclusive, cogita a possibilidade de fechar a Avenida Augusto Montenegro durante a mobilização.
“Estamos em uma situação degradante. É um caos total”, critica a coordenadora do movimento, Vanessa Gambôa. A servidora explica que não são poucas as queixas e problemas que a categoria enfrenta. Ela cita, por exemplo, o salário dos servidores, congelado desde 2015, enquanto o preço dos produtos no mercado continua aumentando. 
Há ainda atrasos nos pagamentos dos auxílios-alimentação e transporte, sucateamento dos postos de trabalho, com falta de insumos, insegurança e péssima infraestrutura, e o excesso de contratações de temporários no lugar de realizar concursos públicos. “E essas são só as mais graves”, acrescenta.
O ato de hoje é apenas o primeiro passo. Os problemas enfrentados pelos servidores da Sesma não são isolados e atingem todas as secretarias da Prefeitura. Portanto, Vanessa anuncia mais um protesto, desta vez unindo todos os sindicatos e associações de servidores da Prefeitura, para o próximo dia 15, em frente ao Palácio Antônio Lemos, na Cidade Velha. Durante esse ato, será realizada uma assembleia geral que irá definir se as categorias irão deflagrar uma greve unificada ou não.
(Cintia Magno e Arthur Medeiros/Diário do Pará)
 
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