terça-feira, 31 de janeiro de 2017

JOVEM É ASSASSINADO POR 100 PESSOAS

Jovem é assassinado por 100 pessoas  (Foto: Divulgação) 

Uma equipe de policiais militares de Cumaru do Norte, na região sudeste do Pará, se viu acuada por pessoas enfurecidas depois de um homicídio na cidade. Resultado: um dos supostos envolvidos no crime foi arrancado da viatura e justiçado ali mesmo, no meio da rua. O primeiro homicídio foi na sexta-feira (27) à noite. A vítima: Emanuel Gustavo Ferreira Gonçalves. O local: na rua Goiás, em frente ao Colégio Municipal Zilda Pereira.
A esposa da vítima informou no local que 3 homens armados entraram na casa e a levaram para dentro do quarto. Em seguida foi amarrada e na sequência mataram seu esposo, sendo que um dos assassinos estaria em Cumaru do Norte após praticar crime de homicídio na cidade de Breu Branco.

Os policiais militares começaram a investigar o caso. Chegaram à casa de um suspeito e ele, após ser preso, confessou a participação no crime de latrocínio (roubo seguido de morte) indicando a participação de um adolescente e de uma terceira pessoa, que acabou presa e apresentada na Delegacia de Polícia Civil de Cumaru do Norte.
O suspeito foi preso por volta das 8h30 de sábado (28) depois que populares acionaram policiais militares. Ele foi identificado como Jonathas Rocha de Sousa, de 18 anos.
Quando os policiais chegavam à Delegacia de Polícia Civil de Cumaru do Norte com o preso, perceberam um aglomerado de pessoas cercando a unidade policial. Naquele momento a cidade de Cumaru do Norte vivia um caos sem comunicação devido à falta de energia. Os policiais então levaram o preso para a cidade de Redenção. Após um percurso de 5 quilômetros, a surpresa: sobre uma ponte os militares encontraram uma barricada de madeira e cerca de 100 pessoas, todas encapuzadas e com espingardas, pedras, facões e pedaços de madeira nas mãos.
“No momento em que ouvimos sons de tiros, saímos da viatura e fomos nos abrigar no mato. E os desconhecidos aproveitaram para retirar o acusado da viatura e o lincharam até a morte”, relatou um policial militar. Após a barbárie, os assassinos fugiram. Os policiais saíram do mato e isolaram o local aguardando a chegada do Grupamento Tático Operacional para conduzir o corpo e fazer o registro do caso na Delegacia de Redenção. 
(J.R.Avelar/Diário do Pará)
 
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