sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Vida abreviada com violência em cima da ponte

Vida abreviada com violência em cima da ponte (Foto: Wagner Almeida)
Um local de crime escuro e em uma área de palafitas rodeadas de casas montadas na água, com caminhos de pontes de madeira e cercado de mata.
O corpo do homem, que aparentava ter entre 25 e 30 anos, ainda sem identificação, foi encontrado de peito pra cima em uma das vias de ponte e sem parentes para lamentar a sua morte. Ninguém o conhecia.
Os moradores da rua do Bloquete com passagem José Ribamar, que fica no final da rua Ajax de Oliveira, no bairro do Bengui, em Belém, contaram que já tinham visto a vítima naquelas redondezas há pouco tempo, porém, desconhecem sua origem, nome ou qualquer apelido que pudesse lhe identificar.
Na noite do crime, a de quarta-feira (09), por volta de 23h, testemunhas disseram que o viram sentado na ponte. Depois só ouviram os sons dos tiros. Uma equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil (DH) foi acionada e tentou colher maiores detalhes dos fatos, mas pouco foi apurado por conta da escassez de informações fornecidas pelos moradores.
A sargento da Polícia Militar (PM) Cláudia Monteiro, da 1ª Companhia (Cia) do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que atendeu a ocorrência, contou que um morador viu 3 homens fugindo após os tiros. 
“Aqui ninguém quis falar quase nada. Ninguém o conhece ( a vítima) aqui, mas já tinha sido visto rondando aqui pela área há uns 2 dias”, disse a policial militar.
Acesso dos peritos ao cadáver foi dificultoso
Devido ao difícil acesso ao local do crime e ao perigo da ponte quebrar, a equipe do Instituto Médico Legal (IML) precisou levar o corpo para uma extremidade fora da ponte, na saída para a passagem José Ribamar, para que os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves pudessem realizar as análises no cadáver.
“Encontramos 5 lesões, entre entradas e saídas, mas de entradas de tiros foram 3: na cabeça, no braço direito e outro na região do abdômen”, explicou Ivaneide Carvalho, perita criminal.
Nenhum documento de identificação foi encontrado com poder da vítima, que trajava bermuda de cor branca e verde, camiseta azul e branca, além de um boné preto. O corpo dele foi removido como ignorado para o IML, para a necropsia. O homicídio deverá ser investigado pela Delegacia de Polícia do Bengui.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
 
▲ Topo>