sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Preso por “saidinha bancária” contra delegada

Preso por “saidinha bancária” contra delegada (Foto: Ney Marcondes)
Policiais civis cumpriram mandado de prisão preventiva, na manhã de ontem (10), contra Carlos Renan Santos Lisboa, de 24 anos, acusado de cometer “saidinha bancária” contra uma delegada de Polícia Civil, em julho do ano passado, no bairro da Pedreira, em Belém. Houve troca de tiros no local, mas Carlos conseguiu fugir levando R$ 10 mil. Com as investigações, o homem foi localizado e preso em sua residência, no bairro da Cabanagem, em Belém. 
O acusado não ofereceu resistência à prisão, segundo o delegado da Seccional da Pedreira, Fábio Veloso. Ele explicou que no dia do crime, houve troca de tiros entre a dupla composta por Carlos e o comparsa, Deyvison Patrick Costa Martins, que foi alvejado por um policial na tentativa de fuga, socorrido e posteriormente preso. Foi Deyvison quem apontou o comparsa para os investigadores, o que possibilitou a instauração do inquérito e solicitação do mandado de prisão de Carlos.
“Na época das investigações fomos à residência dele (Carlos) mas ele já não estava mais morando no local. Recentemente recebemos a informação que ele havia voltado para o endereço onde morava, então reunimos a equipe de policiais que cercaram a residência e cumpriram o mandado de prisão”, explicou Fábio Veloso. 
De acordo com o relato da vítima, na época, ela foi por volta de 10h30 a uma agência bancária localizada na avenida Pedro Miranda com Barão do Triunfo, bairro da Pedreira. Fez um saque de R$ 10 mil.
Na saída, seguiu pela Avenida Marques de Herval, mas ao chegar no cruzamento com a travessa Antônio Baena foi abordada por 2 homens em uma moto. Deyvison pilotava. Carlos estava na garupa e portava a arma de fogo usada para ameaçar a delegada. Dali, conseguiu pegar a quantia em dinheiro. O celular e a chave do carro da mulher também foram roubados.
Ainda segundo o relato da vítima, quando a dupla de assaltantes se preparava para fugir, foi surpreendida por um investigador da polícia que lhes deu voz de prisão. No entanto, Carlos teria reagido, atirando contra o policial, que revidou. Dayvison foi quem pagou o pato. Ele tentava fugir do fogo cruzado, mas foi atingido por um tiro que transfixou o braço, enquanto Carlos conseguiu escapar.

DOIS MANDADOS
Carlos Renan teve o mandado de prisão preventiva expedida pela Justiça e autuado pelo crime de roubo qualificado. Ele ainda estava com mandado de prisão decretado também pelo crime de tráfico de drogas.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
 
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