terça-feira, 11 de outubro de 2016

Suspeito mata mulher a facadas e diz se arrepender

Suspeito mata mulher a facadas e diz se arrepender (Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará)
Nem lembro quantas facadas eu dei nela”, disse friamente Max Moraes Neri, pedreiro, assassino confesso de Ukailanne Cristina do Amaral Valente, de 28 anos, estudante, morta com 10 facadas, na noite do último domingo (9). A vítima foi assassinada dentro da própria casa, na passagem Boa Esperança, entre a rua dos Mundurucus e passagem das Malvinas, no bairro da Terra Firme, em Belém. O motivo que teria levado Max a cometer o homicídio seria por causa de uma discussão da vítima com a
namorada dele.

Policiais militares do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM) realizaram o flagrante do suspeito poucos minutos após o crime e o conduziram para a Seccional Urbana de São Brás, para prestar depoimento. Ao ser interrogado pelo delegado Delcio Costa Santos, plantonista na unidade policial, Max confessou a autoria do crime e foi autuado em flagrante por homicídio.

Ao ser questionado pela reportagem, ele contou que a vítima teria ofendido sua namorada durante uma discussão – por razões não reveladas – e que foi tirar satisfações com Ukailanne. “Eu estava bebendo e essa mulher (vítima) tava discutindo com a minha namorada. Ela morava na mesma rua que a gente. Ficou xingando minha namorada de várias coisas. Eu resolvi ir lá até a casa dela e fiz o que fiz. Nem lembro quantas facadas eu dei nela”, contou. A vítima ainda reagiu e travou luta corporal com ele, mas não suportou os golpes de faca e morreu no local. 

Conforme informações do sargento PM Roberto Martins, que o apresentou na seccional, “a arma usada no crime não foi encontrada em poder de Max no momento do flagrante”. Em relato à Polícia Civil, o suspeito contou que, “após matar a estudante, fugiu e arremessou a faca no canal da rua dos Mundurucus”.

Antes de ser encaminhado para a Central de Triagem de São Brás, onde aguardará a audiência de custódia, o suspeito disse à imprensa que se sente arrependido pelo crime que cometeu. “O que me resta agora é responder pelo que fiz. Arrepender eu me arrependo, mas agora
já é tarde”, concluiu.

No local, os vizinhos demonstravam indignação pelo crime, considerado por eles covarde. “Ela não merecia isso, que covarde, merece morrer também”, lamentou uma vizinha - que não quis se identificar - chorando, ao ver o corpo sendo removido pelo Instituto Médico Legal. A Perícia Criminal e a Divisão de Homicídios estiveram no local para realizar as investigações.

(Diário do Pará com informações de Gerllany Amorim)
 
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