quarta-feira, 20 de julho de 2016

No PA, paciente em tratamento contra o câncer denuncia a falta de remédio

Darlindo Almeida Guimarães 
A falta de um remédio utilizado para o tratamento de pacientes com câncer, oferecido pelo Hospital Ophir Loyola, em Belém, vem causando preocupação aos doentes que lutam contra a doença. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), responsável pelo repasse ao hospital, disse que a distribuição feita pelo Ministério da Saúde atrasou devido a problemas burocráticos. De acordo com o Ministério, a entrega será regularizada no dia 30 de julho.
Há um ano e quatro meses, o aposentado Darlindo Almeida Guimarães segue em tratamento contra a leucemia crônica, e para isso, utiliza doses diárias do mesilato de imatinibe, que ajudam a controlar a doença.


"Eu me sinto uma pessoa sem vida, né? O remédio é que me dá a vida. Se eu ficar sem ele, estou antecipando a minha morte porque não tem como... Se tivesse para vender na farmácia, tudo bem, mas não tem", denuncia Darlindo, que vê a cura para o câncer ameaçada.
A família do aposentado também teme que ele não consiga prosseguir com os cuidados terapêuticos.
Norma Guimarães 
"A gente que convive com ele, vê o sofrimento dele, fica muito triste na realidade. Essa tristeza a gente sabe o que é; para as pessoas que têm câncer é muito complicado. Para a nossa família está sendo muito difícil", afirma a filha Norma Guimarães.
A reportagem entrou em contato com o Hospital, que confirmou a falta do medicamento e informou ainda que a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) é a responsável pelo fornecimento dele, mas que teria tido problemas com fornecedores.


"Só que eles já estão cotando a compra com outro fornecedor. Eles deram previsão até o dia 31 de julho, até o final do mês. Só que é uma previsão né? Ela pode atrasar", informou um funcionário, pelo telefone.
Há dois dias sem a droga, os efeitos já são sentidos pelo paciente.
"Estou sentindo muito. Já perdi quase dois quilos. Não sei se é a falta do remédio ou o impacto de ela dizer que não tinha previsão para chegar o remédio", lamenta Darlindo.
 
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